sábado, março 15, 2014

"Não sou gênio, sou esforçado."


"Não sou gênio, sou esforçado."
(Pedro Camata Verdini, 1º lugar geral da Ufes aos 16 anos.)

Esforçado. Taí uma palavra que eu tinha esquecido em português. O problema de se morar do outro lado do mundo, onde não se pratica o idioma nativo diariamente, é exatamente esse: esquecer umas palavras no caminho.

Esforçado. Uma palavra tão bonita. Que agora volta ao meu vocabulário graças ao Pedro. 

E ele podia ter dito tanta coisa. Podia ter atribuído sua conquista à sorte, à esperteza, ao destino ou até mesmo a deus. Mas não, disse que era esforçado. E isso também é bonito de muitas maneiras. Reflete não só a inteligência, mas o caráter do menino.

Ele reconhece que chegar ao 1º lugar foi o resultado de um esforço, de uma ação contínua rumo a um objetivo – que pelo o que ele disse, nem era o primeiro lugar. Era passar mesmo. 

Sentou a bunda na cadeira todos os dias desde as 5 horas da matina e estudou. Estudou, estudou, estudou e aprendeu. Esforçado mesmo.

Em terra de malandro, esforçado é rei. 

Nicole Rodrigues
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