sexta-feira, dezembro 04, 2009

MANUAL PARA EVITAR AS ARMADILHAS DE CONSUMO NAS FESTAS DE FIM DE ANO



1. Achar tempo e espaço livre de consumismo para construir tradições de família

Um bom jeito de combater o consumismo durante as festas de final de ano é criar atividades que realmente expressem o espírito, a cultura e o significado social da época. Encontre tempo para ler para as crianças contos de sua tradição cultural, prepare comidas típicas da época, envolva seus filhos efetivamente mais em dar do que em receber. Quando desviamos o foco e a energia da família do consumismo das festas, podemos criar tradições familiares que se tornam momentos inesquecíveis e ansiosamente aguardados todos os anos.

Ex: Quando minha filha tinha dois anos, decidimos nos reunir para ir ao mercado e comprar ingredientes para uma ceia festiva que seria entregue a uma cozinha comunitária local. Divertimo-nos muito escolhendo os alimentos, e a experiência concreta de adquirir uma ceia para uma família sem posses, nos levou a conversar sobre fome, pobreza, e como devemos ser
gratos pelo que temos. Isto foi se aprofundando e ficando mais complexo à medida que minha filha crescia.

2. Colocar a necessidade do outro acima de nossas vontades

Um modo de lutar contra o consumismo excessivo e sentir o verdadeiro espírito das festas é fazer com que a troca de presentes mude de foco, isto é, deve refletir menos a satisfação de desejos pessoais, e estar mais voltada para o preenchimento das necessidades dos outros. Procure uma família com menos recursos do que você e dê a eles presentes de que precisam.
Ex: Há mais de dez anos nossa família vem atuando como família “postiça” de duas outras famílias que moram próximo de nossa casa. Uma das famílias é sustentada pela avó, que cria seus netos, e a outra é sustenta por uma mãe chefe de família. Nossa filha orienta a neta mais velha da primeira família, e nosso filho vem orientando o único filho da segunda. Durante o ano todo, especialmente durante as Festas, nos propomos a identificar as carências de nossas
“famílias” e fazer o possível para atendê-las. Nós e nossos filhos ficamos com menos do que gostaríamos, mas isto permite que nossas famílias “postiças” tenham mais daquilo de que realmente precisam. E assim, ficamos muito satisfeitos.

3. Compre verde, compre justo, compre local e compre menos

Todos sabem que o consumismo corporativo das festas de fim de ano transformou esse tempo precioso em um momento de prazeres materiais, de comprar e comprar. Para resgatarmos esse momento, em pleno inverno podemos “comprar verde (produtos que não contribuem para o desgaste do meio ambiente), comprar (de comércio) justo, comprar perto de casa e, acima de tudo, comprar menos”.

4. Boas festas sem TV

Parece que à medida que se aproximam as Festas de final de ano, o tempo nunca é suficiente. Na correria entre reuniões especiais, cozinhar, fazer as comprar, pacotes, viajar ou arrumar tudo para receber a família e amigos, as exigências impostas pela época podem ser enormes. Um jeito de controlar o caos e achar mais tempo é desligando sua TV. No começo você encontra meia horinha aqui e ali, que você nem sabia que existia: meia hora depois do jantar para escrever alguns cartões de boas festas, quinze minutos para ler seu conto favorito para seus filhos, até mesmo dez minutinhos para preparar um chocolate quente, relaxar e ler antes de dormir, ou mesmo conversar com seu companheiro.

5. Presentes que realmente demonstrem afeto

Gosto de dar a meus netos presentes que não se compram em lojas e que mostram como me importo com eles e com seus interesses. Eis alguns dos presentes que dei a eles ao longo dos anos: Quando meu neto Jackson tinha dois anos, fiz para ele um livro. Organizei algumas fotos suas, que mostravam o que mais gostava de fazer: fotos dele brincando com uma bola maior do que ele, subindo e descendo os degraus da escada, e no escorregador do parquinho. Escrevi sob cada foto uma legenda que descrevia como ele adorava fazer o que a foto mostrava.

Para meu neto Miles, que aos três adorava brincar com massinha, preparei massinha seguindo uma receita caseira que lhe dei de presente, juntamente com uma caixa de “ferramentas” – faquinhas de plástico, um espremedor de alho e moldes de madeira para decorar a massinha.

No último Natal, minha neta Isabella de dezoito meses, andava fascinada por bolsas e seus conteúdos, particularmente as carteiras. Por isso, dei a ela uma bolsa bem grande, onde coloquei um pente, um bloco de notas, um porta moedas com moedas grandes, um celular velho, e uma carteira com cartões de crédito vencidos que ela adora separar e empilhar.
Essas são apenas algumas das dicas do

"Manual para boas festas sem consumismo",

para lê-lo na íntegra clique aqui.
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