sexta-feira, agosto 21, 2009

Indústria alimentícia: a maior indústria do mundo.

Se mesmo depois de ter lido os últimos posts, você ainda está um tanto quanto cético, e vive se perguntando "por que a comida industrializada, com sua riqueza de variedade e praticidade, é uma bomba atômica para o nosso organismo?", lembre-se que quem produz a comida que consumimos é uma indústria e não uma bela fazenda, com terra, sombra e água fresca, logo ali nos arredores da sua cidade.


A indústria alimentícia é o conjunto de atividades industriais em que se preparam, normalmente em quantidades que devem ser comercializadas, alimentos ou ingredientes para a preparação de alimentos.


Numa definição mais geral, considera-se parte da indústria de alimentos, também a sua comercialização, por exemplo através dos supermercados ou companhias de entrega de alimentos. Um dos poucos aspetos comuns a este conjunto de atividades é que, uma vez que mexem com produtos que podem ter um efeito direto na saúde, elas devem ser realizadas com a máxima higiene.


Tipos de indústrias alimentícias:

Embora não seja fácil encontrar uma classificação para as diferentes atividades industriais relacionadas com os alimentos, podem considerar-se:

1. As indústrias que preparam alimentos frescos, incluindo os abatedouros e as empresas que selecionam e embalam vegetais para venda a retalho;

2. As indústrias de conservas, que transformam alimentos frescos em produtos com maior tempo de prateleira;

3. As indústrias que fabricam produtos que servem para preparar alimentos, como a moagem ou o fabrico de sal de cozinha; e finalmente

4. As indústrias que fabricam alimentos prontos a consumir, incluindo os alimentos congelados que podem ser comidos depois de aquecidos, como as pizzas empacotadas, e as churrascarias, mas excluindo as conservas). *[1]

Indústria esta que não contente em ser apenas mais uma indústria, tratou de tornar-se a MAIOR indústria que existe neste mundo. Uma indústria gigantesca, que tem o refinado apelido de “agronegócios” e que movimenta cerca de 4 trilhões de dólares por ano* em transações que vão da venda de sementes para fazendeiros cultivarem, passando pela construção e manutenção de fábricas, até o transporte e venda do produto final nos supermercados.

Quer mais um exemplo do poder dessa indústria?

FATO:

Em 2008, no ciclo de campanhas políticas dos Estados Unidos, a indústria alimentícia “doou” cerca de 65 milhões de dólares para garantir a eleição de diversos candidatos.


OBSERVAÇÃO:

1) Campanha política NÃO É = à caridade.

2) 65 MILHÕES DE DÓLARES


CONCLUSÃO:

Seria no mínimo ingênuo acreditar que todo esse dinheiro foi “doado” à toa.

Já ouviu falar no “uma mão lava a outra”? Então, é bem isso aí.

As empresas do ramo alimentício, que patrocinam as campanhas políticas, sabem que certos “avanços” só são possíveis com o consentimento do governo, e que para continuar dominando o mundo é preciso fazer uma ponte e garantir um canal de comunicação com os grandes poderes nacionais e internacionais. Nesse sentido, uma doação generosa no período de campanha política prova-se uma arma poderosa para a conquista de facilidades e empurrãozinhos em forma de lei, ou vista grossa no que se refere à regulamentação e verificação da qualidade do processo de fabricação de produtos, ou engavetamento de pesquisas científicas que indicam que o consumo de determinado produto acarretará sérias conseqüências à saúde do consumidor.

Pesquisas que se fossem divulgadas na íntegra e de forma massiva, ajudariam a esclarecer, reeducar e a salvar a vida de milhares de pessoas todos os anos.

Portanto, daqui para a frente, todas as vezes que você colocar os pés em um supermercado, lembre-se que: quem produz a nossa comida é uma indústria. Uma indústria! Uma indústria que não tem coração, só tem bolso. Um bolso que você continua a encher toda vez que troca ingredientes para o preparo de uma refeição que ficaria pronta em 20 minutos, por uma pizza congelada, um macarrãozinho instantâneo, ou um cachorro-quente com uma lata de coca-cola.

Preste atenção no que você come!

E se a sua saúde e bem-estar não forem o bastante para você se reeducar, saiba que o consumo de comida industrializada, infelizmente, tem um impacto que vai muito além do seu processo de digestão. Trata-se de algo que reflete na saúde pública (número de novas doenças , aumento dos casos de doenças pré-existentes, baixa qualidade de vida, queda da expectativa de vida), na economia nacional e mundial, e no meio-ambiente (desgaste de terras produtivas para a produção de toneladas de comida, desperdício de comida, toneladas de embalagens de plástico, papel, metal e vidro a serem eliminadas), etc, etc e etc.

É fato que, nos últimos 50 anos, a indústria alimentícia cresceu à galopadas, multiplicando seus métodos de produção, distribuição e venda. Mas ainda assim, e apesar de todo esse poder (do número de fábricas, fazendas, matadouros, galinheiros, chiqueiros, distribuidoras, e supermercados) é o consumidor quem escolhe o que vai para a geladeira.

E os consumidores somos nós, cada um de nós. Se a gente para de comprar, eles param de faturar à custa de milhares de pessoas que adoecem com todo o lixo que vem embutido na comida que essa indústria tem nos oferecido.

Fonte:

*[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Indústria_alimentícia

*[2]http://www.takepart.com/issues/food-industry/13735

imagem: http://www.emtemporeal.com.br/imagens/galeria/alimentostrans.jpg

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