sexta-feira, agosto 07, 2009

ANIMAIS E PESSOAS ESTÃO MORRENDO PELA BOCA

Era uma vez um tempo em que vacas, galinhas e porcos corriam soltos pelo quintal. Comiam folhas, restos de comida e sementes... Um tempo em que peixes nadavam em águas limpas e eram pescados uma vez ou outra, por lazer ou por necessidade.

Era uma vez um tempo em que comíamos para ficarmos “saudáveis e fortinhos”.

Hoje, galinhas, vacas, porcos e até peixes vivem confinados, enjaulados, engaiolados, “aquariados”, sendo alimentados 24 horas por dia com rações recheadas de corantes, conservantes, esteróides, e tudo o mais que for preciso para que eles cresçam o mais rápido possível, para que então sejam abatidos, empacotados e distribuídos, liberando espaço para outro animal da mesma espécie, que será tratado da mesma forma, até ser encontrado “fresco” ou congelado na feira, açougue ou supermercado mais próximo de sua casa.

E é aí que o problema do bicho passa a ser nosso, já que tudo o que ele comeu está armazenado de uma forma ou de outra dentro do organismo dele; dentro da pele, da carne, das tripas, do sangue, do leite, do ovo dele, que servirá de alimento para nós, humanos.

A pele crocante da asa da galinha frita, o filé do peixe, o bife do boi, a tripa que vira buchada, os pedaços do porco que vão parar na feijoada ou o toucinho que é servido como tira-gosto, o leite da vaca que é servido com o café da manhã, o sangue que vira o molho da galinha ao molho pardo, o ovo que se usa no mexido, na omelete, na maionese ou no bolo de domingo, de aniversário, de casamento,...

Está tudo ali, na nossa mesa, dia após dia. Consumimos tudo, muitas vezes sem pensar como é feito, do que é feito, de onde vem e como vem, e gradativamente, nos envenenamos com doses diárias de substâncias que o nosso corpo não está preparado para eliminar. E assim, de grão em grão, e de gota em gota, nós observamos os casos de câncer no estômago, nos pulmões, no fígado, nos rins, na pele, no sangue, no útero, na próstata... se multiplicarem de forma assustadora ao nosso redor, assim como ouvimos cada vez mais diagnósticos de osteoporose e diabetes.

Há 10 anos, se você me perguntasse o nome de pessoas da minha família, amigos ou conhecidos que morreram de câncer, eu teria apenas um nome para citar: meu avô Lucas, que, alías, nem conheci, mas ouvi minha mãe comentar a causa da morte dele algumas vezes. Hoje, se você me fizer a mesma pergunta eu terei dificuldades de citar o nome de todas as pessoas que conheço que foram diagnosticadas com algum tipo de câncer, e quantas dessas, infelizmente, já deixaram este mundo, vítimas de variações dessa doença.

Isso quer dizer que todos os cânceres são causados pelas substancias artificiais inseridas em nossa comida industrializada, pasteurizada, transportada e empacotada, por dias, meses e até anos? Não. Mas muitos deles certamente têm sua origem na bomba atômica que a nossa alimentação se tornou.

E é por isso que os posts dos dias 07, 08, 09 e 10 de agosto serão sobre hábitos alimentares, comida industrializada e seus efeitos em nossa saúde, qualidade e estilo de vida.

Espero que os textos e dicas não-acefalas dos próximos dias beneficiem a saúde de todos nós. Até já!


Fontes:

(imagem) http://www.fw.uri.br/site/imagensed/vacas%20na%20estabulo.JPG

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