terça-feira, junho 23, 2009

Mãe admite culpa em morte de filho que parou de dizer 'amém'

Uma americana que interrompeu a alimentação do filho de um ano e quatro meses porque ele deixou de falar "amém" antes das refeições, admitiu a culpa na morte da criança, em Baltimore, no Estado de Maryland, nos Estados Unidos.

Ria Ramkissoon, de 22 anos, faz parte de um culto chamado 1 Mind Ministries (Ministérios de uma mente, em tradução livre), cuja líder, Queen Antoinnette, havia ordenado em janeiro de 2007, que o bebê não fosse alimentado enquanto não dissesse "amém" antes das refeições. A criança morreu de inanição.

Segundo os promotores do caso, os membros da seita diziam que o bebê estava possuído pelo demônio.

Ria foi condenada a 20 anos de prisão e a cinco de condicional, mas o juiz disse que ela terá a pena reduzida se aceitar testemunhar contra os membros da seita.

O acordo para a redução da pena inclui que ela passará por um programa para se desligar do culto. Segundo os promotores, Ria ainda teria insistido que a Justiça concorde em reduzir sua pena se ela conseguir "ressuscitar o bebê".

"Isto foi algo que ela insistiu e é um claro indicativo de que ainda é vitima deste culto. E até que se desligue de sua influência, não pensará diferente", disse o advogado de Ramkissoon, Steven Silverman, em entrevista à uma rede de TV local.

Segundo o jornal local Baltimore Sun, a promotora Julie Drake relatou que depois da morte do bebê, a líder da seita ordenou que ele fosse colocado em um sofá enquanto membros do culto rezavam ajoelhados e a mãe dançava em volta do corpo.

Uma semana após a morte, o corpo da criança foi embalado em um cobertor e transportado com o grupo dentro de uma mala para a Filadélfia.

Segundo os relatos, a mãe teria rezado por mais de um ano ao lado do corpo da criança para que ela ressuscitasse. O corpo foi encontrado em abril de 2008.

O julgamento de Antoinette, de 40 anos, e de outros três membros do culto estava marcado para a segunda-feira, mas foi adiado porque eles não têm representantes legais.

Nota pessoal:

Um bebê de 1 ano e quatro meses... Depois me perguntam porque eu sou contra QUALQUER tipo de religião. Se as pessoas se ocupassem mais em FAZER o bem e menos em ler as bíblias E PREGAR o bem, da boca pra fora, em porta de Igreja, uma mãe não mataria uma filho porque ele parou de dizer o maldito amém. Mas parece que é mais fácil colocar a culpa em deus ou demônio do que assumir e aprender a lidar com a nossa porção de loucura, de crueldade, de decadência.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090401_mortebebe_fp.shtml

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