terça-feira, maio 19, 2009



O PERFIL DA PEDOFILIA NA INTERNET



CRIANÇAS NA INTERNET

- QUANTOS SÃO
30% dos 22,8 milhões de internautas residenciais no Brasil têm entre 2 e 17 anos, segundo pesquisa do Ibope/Netratings para o mês de março de 2008.

- MUITO TEMPO ONLINE
Os jovens com idade entre 12 e 17 anos ficam, em média, 42 horas conectados por mês
Esse grupo totaliza 4,4 milhões de pessoas que ficam quase o equivalente a dois dias inteiros na internet por mês
As crianças com até 11 anos que entram na internet de suas casas totalizam 2,4 milhões.

- PEQUENOS ATIVOS
Nessa faixa etária, as crianças permanecem 17 horas e 26 minutos na internet por mês
ATIVIDADESOs meninos pequenos buscam jogos de aventuras, e as meninas, jogos que simulam atividades cotidianas dos adultos. Os adolescentes usam ainda mais os games, além de Wikipédia, sites de música, compartilhamento de downloads, fotologs, busca de imagens, Orkut, YouTube, mensagens instantâneas (MSN) e blogs.

CRIMES RELACIONADOS À PEDOFILIA NA INTERNET
De acordo com Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet Brasil, os pedófilos exploram a internet produzindo e difundindo imagens pornográficas de menores de idade, promovendo o turismo sexual para relacionamentos pedófilos, aliciando vítimas e fazendo apologia e incitação ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

Outra forma de exploração sexual da infância na internet é a extorsão. Criminosos usam câmeras para conseguir imagens de menores e chantagear suas famílias, afirma Ubiracyr Pires da Silva, delegado titular da 4ª Delegacia de Delitos por Meios Eletrônicos de SP.

O PERFIL DOS PEDÓFILOS NA INTERNET
Polícia Federal possui um perfil do pedófilo que age na internet, apesar de reiterar que, em casos de pedofilia, nem sempre há regra ou padrão bem definido. Na maioria dos casos apurados pela polícia, o perfil é de um homem entre 30 e 45 anos, é reservado, inseguro, tem dificuldade de manter relações afetivas por muito tempo e, em alguns casos, cansou de consumir pornografia adulta, migrando para a pedofilia.

OS CÓDIGOS DA PEDOFILIA NA INTERNET
"Boylovers" e "7yo" são exemplos de códigos pouco conhecidos pela população em geral, mas que foram desenvolvidos para possibilitar que pedófilos se conheçam na internet e troquem material de pornografia infantil. Os códigos também dificultam que eles deixem rastros visíveis. Essas identificações se disseminaram no Brasil pelo Orkut -serviço de relacionamentos mantido pela Google-, por chats e por alguns sites de pornografia adulta, que mantêm imagens pedófilas camufladas em seus arquivos.

Uma das siglas usadas pelos criminosos identifica, por exemplo, fotos e vídeos com cenas fortes de crianças ou adolescentes mantendo relações sexuais com adultos. Há siglas com explicação ainda mais exata do material disponível: "7yo", "8yo" e assim por diante, que identificam sexo, nome e idade da criança- 7yo significa, por exemplo, "7 years old" (sete anos).

Outras palavras servem de referência para preferências nas trocas de material e do conteúdo que têm armazenado em redes sociais. "Boylovers" significa que o pedófilo prefere meninos; "girlovers", só meninas. Quando há referência a "childlovers" o gosto é por ambos e, no caso de "babyshowers", por recém-nascidos. Há ainda mais detalhamento nos sites ou arquivos com pornografia infantil, em que os usuários se deparam com subcategorias. Elas são praticamente as mesmas encontradas em páginas com pornografia adulta. Arquivos de uma determinada categoria são consideradas relíquias: fotos de crianças tiradas na década de 60.

ARMADILHAS NA INTERNET

SITES DE RELACIONAMENTOS E BATE-PAPOS
As redes sociais (Orkut, Facebook) com seus perfis repletos de fotos de crianças e adolescentes desavisados aparecem com destaque nas investigações acerca de pornografia infantil e pedofilia na internet, seguidas pelos serviços de bate-papo que também configuram grande ameaça às crianças desinformadas sobre os perigos da rede e não monitoradas durante o acesso.


- SITES DE RELACIONAMENTO:

O nascimento do bebê está lá. O primeiro aniversário, também. Aquelas fotos do churrasco em família ocupam um álbum inteiro. E a viagem para o litoral é exibida em detalhes na rede social Orkut.

O que muitas famílias não sabem é que, ao colocar registros da vida privada em um ambiente público, correm o risco de parar nas mãos de criminosos. Quem já passou por isso, como a pesquisadora Marília (nome fictício), guarda lembranças dolorosas.

"Pegaram fotos do meu filho, quando ele tinha um ano, e colocaram em um site de pedofilia. Depois me mandaram o link para que eu visse e, também, para todos os meus contatos no Orkut. Chorei muito, fiquei sem dormir. Acho até que fiquei um pouco paranóica", lembra.

A pesquisadora não teve como denunciar o criminoso, pois quando foi tentar acessar novamente, a página estava fora do ar. Depois do episódio, Marília deletou as fotos e vários contatos que ela não conhecia. "Depois de um tempo, até voltei a colocar fotos, mas só para os amigos verem. Aprendi a não me expor."

- BATE-PAPOS:
Entrando com um apelido feminino e com o número 13 ao lado – da mesma forma que os usuários identificam sua idade nesses chats - a reportagem da folha de São Paulo foi abordada com mensagens de caráter ostensivamente sexual. Em nenhum momento houve qualquer manifestação de interesse em continuar a conversa por parte da reportagem. Em menos de dez minutos, três homens, identificando-se como maiores de idade, pediram celular, quiseram marcar encontros ou se ofereceram para continuar a conversa via webcam. Durante toda a conversa, os homens (um deles casado) deixavam claro o interesse sexual na suposta menina de 13 anos.


DENUNCIE A PEDOFILIA E A PORNOGRAFIA INFANTIL!
A denúncia pode ser anônima.

Acesse
http://www.safernet.org.br/

OU

http://www.cerca.org.br/denuncie.html

OU

ligue para o disque-denúncia: 100 (08:00 às 22:00h). A ligação é grátis.


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