quinta-feira, março 26, 2009

Televisão e babás eletrônicas

 
O homem médio, Hommer Simpson na fala do robótico William Bonner, é a representação maior das levas de massas amorfas, digo sociedade brasileira. Consumidora e refém compulsiva da mídia televisiva. Segundo o robô-repórter-editor-chefe e marido da não menos robótica e famigerada Fátima Bernardes, as massas amorfas, digo a sociedade, são incapazes de qualquer aprendizado ou evolução pessoal. Não apresentam nenhuma bagagem cultural e nem o mínimo raciocínio lógico. Não pensam e se perdem na imensidão da multidão. Não se diferenciam de outros homens, e repetem em si um tipo genérico.
Em outras palavras, as massas amorfas, digo, sociedade, estão fadadas a não terem qualquer entendimento acerca do que se veicula diariamente nos jornais no país. Nesse âmbito, as notícias acabam sendo pasteurizadas, massificadas, empobrecidas e inertes. Aliado a isso, está a suposta objetividade do jornalismo, que acaba por ratificar essa pasteurização midiática, que é vil, e subornada por quem a controla.

Enquanto isso, as crianças são desmamadas em frente as suas televisões. As Tv´s com suas programações demasiadas pobres configuram-se como se fossem maternos “úberes vítreos”. Tornam-se no final do processo, verdadeiras babás eletrônicas, educadoras e moralizadoras responsáveis e com programação 24 horas por dia.

À frente desta celeuma encontramos em muitos casos a figura pitoresca do político. 60% dos parlamentares são proprietários ou sócios de empresas de comunicação de massas e os demais, dependentes delas para se reeleger.

Resumo da obra: o homem médio não pensa; William Bonner e sua respectiva esposa sofrem de acefalia; as crianças adoram ver TV e os políticos estão de saída para a pizzaria.
Filipe Mamede


Fonte: Overmundo
 
Postar um comentário

Postagens populares