Sexta-feira, Janeiro 29, 2010

Osama



Para salvar a sua família uma garota deve se transformar em garoto. A história dela é verdadeira. E o nome dela é Osama.

Produção: Afeganistão, Japão, Irlanda, Holanda, Irã, 2003.
Gênero: Drama
Duração: 82 min.
Direção: Siddiq Barmak
Prêmios: recebeu 14 prêmios
Sinopse: No Afeganistão, uma mulher, viúva, com uma sogra e uma filha para sustentar e proibida de trabalhar ou estudar pelo pleno regime Talibã, força sua filha a cortar os cabelos e se vestir como um garoto para que ela, agora ele, possa trabalhar e ajudar no sustento da casa. A garota, sob nome de Osama, acaba sendo recrutada para servir o exército do Talibã e passa a viver diariamente com o medo de ser descoberta e morta.

Sábado, Janeiro 16, 2010

Os cem erros (gramaticais e ortográficos) mais comuns





1 - "Mal cheiro", "mau-humorado". Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.


2 - "Fazem" cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.


3 - "Houveram" muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.


4 - "Existe" muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam idéias.


5 - Para "mim" fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.


6 - Entre "eu" e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.


7 - "Há" dez anos "atrás". Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.


8 - "Entrar dentro". O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.


9 - "Venda à prazo". Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.


10 - "Porque" você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use "por que" separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.


11 - Vai assistir "o" jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.


12 - Preferia ir "do que" ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.


13 - O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.


14 - Não há regra sem "excessão". O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: "paralizar" (paralisar), "beneficiente" (beneficente), "xuxu" (chuchu), "previlégio" (privilégio), "vultuoso" (vultoso), "cincoenta" (cinqüenta), "zuar" (zoar), "frustado" (frustrado), "calcáreo" (calcário), "advinhar" (adivinhar), "benvindo" (bem-vindo), "ascenção" (ascensão), "pixar" (pichar), "impecilho" (empecilho), "envólucro" (invólucro).


15 - Quebrou "o" óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.


16 - Comprei "ele" para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.


17 - Nunca "lhe" vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.


18 - "Aluga-se" casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.


19 - "Tratam-se" de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.


20 - Chegou "em" São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.


21 - Atraso implicará "em" punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.


22 - Vive "às custas" do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não "em vias de": Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.


23 - Todos somos "cidadões". O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.


24 - O ingresso é "gratuíto". A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.


25 - A última "seção" de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão eqüivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, sessão do Congresso.


26 - Vendeu "uma" grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.


27 - "Porisso". Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de.


28 - Não viu "qualquer" risco. É nenhum, e não "qualquer", que se emprega depois de negativas: Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / Nunca promoveu nenhuma confusão.


29 - A feira "inicia" amanhã. Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugura-se) amanhã.


30 - Soube que os homens "feriram-se". O que atrai o pronome: Soube que os homens se feriram. / A festa que se realizou... O mesmo ocorre com as negativas, as conjunções subordinativas e os advérbios: Não lhe diga nada. / Nenhum dos presentes se pronunciou. / Quando se falava no assunto... / Como as pessoas lhe haviam dito... / Aqui se faz, aqui se paga. / Depois o procuro.


31 - O peixe tem muito "espinho". Peixe tem espinha. Veja outras confusões desse tipo: O "fuzil" (fusível) queimou. / Casa "germinada" (geminada), "ciclo" (círculo) vicioso, "cabeçário" (cabeçalho).


32 - Não sabiam "aonde" ele estava. O certo: Não sabiam onde ele estava. Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei aonde ele quer chegar. / Aonde vamos?


33 - "Obrigado", disse a moça. Obrigado concorda com a pessoa: "Obrigada", disse a moça. / Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo.


34 - O governo "interviu". Intervir conjuga-se como vir. Assim: O governo interveio. Da mesma forma: intervinha, intervim, interviemos, intervieram. Outros verbos derivados: entretinha, mantivesse, reteve, pressupusesse, predisse, conviesse, perfizera, entrevimos, condisser, etc.


35 - Ela era "meia" louca. Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio amiga.


36 - "Fica" você comigo. Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / Chegue aqui.


37 - A questão não tem nada "haver" com você. A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. Da mesma forma: Tem tudo a ver com você.


38 - A corrida custa 5 "real". A moeda tem plural, e regular: A corrida custa 5 reais.


39 - Vou "emprestar" dele. Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu irmão. Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas.


40 - Foi "taxado" de ladrão. Tachar é que significa acusar de: Foi tachado de ladrão. / Foi tachado de leviano.


41 - Ele foi um dos que "chegou" antes. Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um dos que sempre vibravam com a vitória.


42 - "Cerca de 18" pessoas o saudaram. Cerca de indica arredondamento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 pessoas o saudaram.


43 - Ministro nega que "é" negligente. Negar que introduz subjuntivo, assim como embora e talvez: Ministro nega que seja negligente. / O jogador negou que tivesse cometido a falta. / Ele talvez o convide para a festa. / Embora tente negar, vai deixar a empresa.


44 - Tinha "chego" atrasado. "Chego" não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.


45 - Tons "pastéis" predominam. Nome de cor, quando expresso por substantivo, não varia: Tons pastel, blusas rosa, gravatas cinza, camisas creme. No caso de adjetivo, o plural é o normal: Ternos azuis, canetas pretas, fitas amarelas.


46 - Lute pelo "meio-ambiente". Meio ambiente não tem hífen, nem hora extra, ponto de vista, mala direta, pronta entrega, etc. O sinal aparece, porém, em mão-de-obra, matéria-prima, infra-estrutura, primeira-dama, vale-refeição, meio-de-campo, etc.


47 - Queria namorar "com" o colega. O com não existe: Queria namorar o colega.


48 - O processo deu entrada "junto ao" STF. Processo dá entrada no STF. Igualmente: O jogador foi contratado do (e não "junto ao") Guarani. / Cresceu muito o prestígio do jornal entre os (e não "junto aos") leitores. / Era grande a sua dívida com o (e não "junto ao") banco. / A reclamação foi apresentada ao (e não "junto ao") Procon.


49 - As pessoas "esperavam-o". Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.


50 - Vocês "fariam-lhe" um favor? Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) depois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicional) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca "imporá-se"). / Os amigos nos darão (e não "darão-nos") um presente. / Tendo-me formado (e nunca tendo "formado-me").


51 - Chegou "a" duas horas e partirá daqui "há" cinco minutos. Há indica passado e eqüivale a faz, enquanto a exprime distância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Chegou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12 metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.


52 - Blusa "em" seda. Usa-se de, e não em, para definir o material de que alguma coisa é feita: Blusa de seda, casa de alvenaria, medalha de prata, estátua de madeira.


53 - A artista "deu à luz a" gêmeos. A expressão é dar à luz, apenas: A artista deu à luz quíntuplos. Também é errado dizer: Deu "a luz a" gêmeos.


54 - Estávamos "em" quatro à mesa. O em não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis. / Ficamos cinco na sala.


55 - Sentou "na" mesa para comer. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o certo: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina, ao computador.


56 - Ficou contente "por causa que" ninguém se feriu. Embora popular, a locução não existe. Use porque: Ficou contente porque ninguém se feriu.


57 - O time empatou "em" 2 a 2. A preposição é por: O time empatou por 2 a 2. Repare que ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.


58 - À medida "em" que a epidemia se espalhava... O certo é: À medida que a epidemia se espalhava... Existe ainda na medida em que (tendo em vista que): É preciso cumprir as leis, na medida em que elas existem.


59 - Não queria que "receiassem" a sua companhia. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só existe i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: receiem, passeias, enfeiam).


60 - Eles "tem" razão. No plural, têm é assim, com acento. Tem é a forma do singular. O mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm; ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.


61 - A moça estava ali "há" muito tempo. Haver concorda com estava. Portanto: A moça estava ali havia (fazia) muito tempo. / Ele doara sangue ao filho havia (fazia) poucos meses. / Estava sem dormir havia (fazia) três meses. (O havia se impõe quando o verbo está no imperfeito e no mais-que-perfeito do indicativo.)


62 - Não "se o" diz. É errado juntar o se com os pronomes o, a, os e as. Assim, nunca use: Fazendo-se-os, não se o diz (não se diz isso), vê-se-a, etc.


63 - Acordos "políticos-partidários". Nos adjetivos compostos, só o último elemento varia: acordos político-partidários. Outros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-financeiras, partidos social-democratas.


64 - Fique "tranquilo". O u pronunciável depois de q e g e antes de e e i exige trema: Tranqüilo, conseqüência, lingüiça, agüentar, Birigüi.


65 - Andou por "todo" país. Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi demitida. Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.


66 - "Todos" amigos o elogiavam. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era difícil apontar todas as contradições do texto.


67 - Favoreceu "ao" time da casa. Favorecer, nesse sentido, rejeita a: Favoreceu o time da casa. / A decisão favoreceu os jogadores.


68 - Ela "mesmo" arrumou a sala. Mesmo, quando eqüivale a próprio, é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. / As vítimas mesmas recorreram à polícia.


69 - Chamei-o e "o mesmo" não atendeu. Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários públicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos servidores (e não "dos mesmos").


70 - Vou sair "essa" noite. Este designa o tempo no qual se está ou o objeto próximo: Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).


71 - A temperatura chegou a 0 "graus". Zero indica singular sempre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora.


72 - A promoção veio "de encontro aos" seus desejos. Ao encontro de é que expressa uma situação favorável: A promoção veio ao encontro dos seus desejos. De encontro a significa condição contrária: A queda do nível dos salários foi de encontro às (foi contra) expectativas da categoria.


73 - Comeu frango "ao invés de" peixe. Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de peixe. Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar, saiu.


74 - Se eu "ver" você por aí... O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier (de vir), convier; se eu tiver (de ter), mantiver; se ele puser (de pôr), impuser; se ele fizer (de fazer), desfizer; se nós dissermos (de dizer), predissermos.


75 - Ele "intermedia" a negociação. Mediar e intermediar conjugam-se como odiar: Ele intermedeia (ou medeia) a negociação. Remediar, ansiar e incendiar também seguem essa norma: Remedeiam, que eles anseiem, incendeio.


76 - Ninguém se "adequa". Não existem as formas "adequa", "adeqüe", etc., mas apenas aquelas em que o acento cai no a ou o: adequaram, adequou, adequasse, etc.


77 - Evite que a bomba "expluda". Explodir só tem as pessoas em que depois do d vêm e e i: Explode, explodiram, etc. Portanto, não escreva nem fale "exploda" ou "expluda", substituindo essas formas por rebente, por exemplo. Precaver-se também não se conjuga em todas as pessoas. Assim, não existem as formas "precavejo", "precavês", "precavém", "precavenho", "precavenha", "precaveja", etc.


78 - Governo "reavê" confiança. Equivalente: Governo recupera confiança. Reaver segue haver, mas apenas nos casos em que este tem a letra v: Reavemos, reouve, reaverá, reouvesse. Por isso, não existem "reavejo", "reavê", etc.


79 - Disse o que "quiz". Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis, quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, puséssemos.


80 - O homem "possue" muitos bens. O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admitem ue: Continue, recue, atue, atenue.


81 - A tese "onde"... Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use em que: A tese em que ele defende essa idéia. / O livro em que... / A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...


82 - Já "foi comunicado" da decisão. Uma decisão é comunicada, mas ninguém "é comunicado" de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) da decisão. Outra forma errada: A diretoria "comunicou" os empregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empregados.


83 - Venha "por" a roupa. Pôr, verbo, tem acento diferencial: Venha pôr a roupa. O mesmo ocorre com pôde (passado): Não pôde vir. Veja outros: fôrma, pêlo e pêlos (cabelo, cabelos), pára (verbo parar), péla (bola ou verbo pelar), pélo (verbo pelar), pólo e pólos. Perderam o sinal, no entanto: Ele, toda, ovo, selo,
almoço, etc.


84 - "Inflingiu" o regulamento. Infringir é que significa transgredir: Infringiu o regulamento. Infligir (e não "inflingir") significa impor: Infligiu séria punição ao réu.


85 - A modelo "pousou" o dia todo. Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, etc. Não confunda também iminente (prestes a acontecer) com eminente (ilustre). Nem tráfico (contrabando) com tráfego (trânsito).


86 - Espero que "viagem" hoje. Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma verbal é viajem (de viajar): Espero que viajem hoje. Evite também "comprimentar" alguém: de cumprimento (saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é extensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concretizado).


87 - O pai "sequer" foi avisado. Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi avisado. / Não disse sequer o que pretendia. / Partiu sem sequer nos avisar.


88 - Comprou uma TV "a cores". Veja o correto: Comprou uma TV em cores (não se diz TV "a" preto e branco). Da mesma forma: Transmissão em cores, desenho em cores.


89 - "Causou-me" estranheza as palavras. Use o certo: Causaram-me estranheza as palavras. Cuidado, pois é comum o erro de concordância quando o verbo está antes do sujeito. Veja outro exemplo: Foram iniciadas esta noite as obras (e não "foi iniciado" esta noite as obras).


90 - A realidade das pessoas "podem" mudar. Cuidado: palavra próxima ao verbo não deve influir na concordância. Por isso: A realidade das pessoas pode mudar. / A troca de agressões entre os funcionários foi punida (e não "foram punidas").


91 - O fato passou "desapercebido". Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. Desapercebido significa desprevenido.


92 - "Haja visto" seu empenho... A expressão é haja vista e não varia: Haja vista seu empenho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.


93 - A moça "que ele gosta". Como se gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta. Igualmente: O dinheiro de que dispõe, o filme a que assistiu (e não que assistiu), a prova de que participou, o amigo a que se referiu, etc.


94 - É hora "dele" chegar. Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar. / Apesar de o amigo tê-lo convidado... / Depois de esses fatos terem ocorrido...


95 - Vou "consigo". Consigo só tem valor reflexivo (pensou consigo mesmo) e não pode substituir com você, com o senhor. Portanto: Vou com você, vou com o senhor. Igualmente: Isto é para o senhor (e não "para si").


96 - Já "é" 8 horas. Horas e as demais palavras que definem tempo variam: Já são 8 horas. / Já é (e não "são") 1 hora, já é meio-dia, já é meia-noite.


97 - A festa começa às 8 "hrs.". As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não "kms."), 5 m, 10 kg.


98 - "Dado" os índices das pesquisas... A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... / Dado o resultado... / Dadas as suas idéias...


99 - Ficou "sobre" a mira do assaltante. Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltante. / Escondeu-se sob a cama. Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz alguma coisa e alguém vai para trás.


100 - "Ao meu ver". Não existe artigo nessas expressões: A meu ver, a seu ver, a nosso ver.




Fonte: jornal O Estado de S. Paulo.




Quarta-feira, Janeiro 06, 2010

ABAIXO O PHOTOSHOP!




O ano começou com o mundo da moda questionando a ditadura da magreza e o uso do Photoshop. A reação da mídia foi rápida. Chega às bancas na próxima semana a revista V que traz as modelos Jacquelyn Jablonski e Crystal Renn usando a mesma roupa e fazendo a mesma pose.

Sob o título One size fits all, a magrinha Jacquelyn e a modelo plus-size Renn aparecem usando as mesmas roupas e fazendo as mesmas poses, sugerindo que a beleza está presente em silhuetas de todos os tamanhos. Renn usa manequim 46. As fotos foram feitas pelo americano Terry Richardson.

Renn, de 23 anos, começou a carreira aos 14 anos e já sofreu de anorexia ao tentar se encaixar nos padrões da indústria da moda. Depois de engordar mais de 30 quilos, sua carreira voltou a decolar e ela fotografou diversas campanhas e capas de revistas como modelo fora dos padrões.

A mesma edição traz um editorial como modelos gordinhas, com o tema ´Curves Ahead´(Curvas à frente). Candice Huffine, Marquita Pring, Michelle Olson, Tara Lynn e Kasia P posaram de calça jeans justa e top ou de body, revelando curvas generosas, bem mais recheadas do que as das modelos convecionais.

Outra revista que se junta ao coro é a Marie Claire australiana, que traz na edição de fevereiro a ex-Miss Universo Jennifer Hawkins nua na capa sem retoques.






O que se vê na imagem são marcas na pele, diferente da imagem perfeita exibida quando as fotos são submetidas ao tratamento com Photoshop. Apesar do aspecto mais natural, a modelo exibe formas enxutas, dignas de uma top model, o que já causando reações negativas por parte das leitoras e da imprensa mundial.

O editor da revista Jackie Frank declarou que uma pesquisa com mais de 5 mil leitoras revelou que apenas 12% delas está feliz com seu corpo. A foto de Hawins será leiloada no fim do mês e a renda será doada à Butterfly Foundation, que apoia mulheres que sofrem de distúrbios alimentares. 

Michelle Achkar


Fonte: http://moda.terra.com.br/interna/0,,OI4188128-EI1119,00-Gordinhas+e+naophotoshopadas+estampam+capas+de+revistas.html



NASCIDOS EM BORDÉIS




Um belíssimo documentário sobre a dura realidade de oito crianças e  as dificuldades que enfentam por serem filhos de prostitutas que são exploradas noite e dia nos bordéis de Calcutá. 

Todas elas nasceram e foram criadas em bordéis indianos, e como a lei daquele país não permite que filhos de criminosos tenham acesso a educação, elas desde muito cedo aprendem a conviver com a violência e os vícios dos pais, e sem esperança alguma de terem uma boa vida no futuro, já que são diariamente lembradas que, por não poderem estudar, não demorará muito para que passem a ser tão violentadas quanto suas mães.

Esta foi e continuaria sendo a vida deles não fosse o projeto "Kids with cameras (Crianças com câmeras)" criado e mantido pela fotógrafa Zana Briski que, literalmente, se mudou para Calcutá, se inseriu na rotina dessas crianças e ensinou cada uma delas a fotografar.

Vale à pena assistir porque é um daqueles poucos filmes que nos mostra, de forma realista, que os sonhos devem ser sempre maiores do que os obstáculos. 

Para saber mais sobre o projeto, entrar em contato com a Zana, ou para fazer uma doação:


http://www.kids-with-cameras.org/home/

Sábado, Janeiro 02, 2010

Os dez erros gramaticais mais graves


Que tal começarmos o ano falando e escrevendo corretamente?

Comecemos com os “dez erros gramaticais mais graves”, que, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, são:

1 - Quando "estiver" voltado da Europa. Nunca confunda tiver e tivesse com estiver e estivesse. Assim: Quanto tiver voltado da Europa. / Quando estiver satisfeito. / Se tivesse saído mais cedo. / Se estivesse em condições.

2 - Que "seje" feliz. O subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que seja feliz. / Que esteja (e nunca "esteje") alerta.

3 - Ele é "de menor". O de não existe: Ele é menor.

4 - A gente "fomos" embora. Concordância normal: A gente foi embora. E também: O pessoal chegou (e nunca "chegaram"). / A turma falou (e nunca "falaram".

5 - De "formas" que. Locuções desse tipo não têm s: De forma que, de maneira que, de modo que, etc.

6 - Fiquei fora de "si". Os pronomes combinam entre si: Fiquei fora de mim. / Ele ficou fora de si. / Ficamos fora de nós. / Ficaram fora de si.

7 - Acredito "de" que. Não use o de antes de qualquer que: Acredito que, penso que, julgo que, disse que, revelou que, creio que, espero que, etc.

8 - Fale alto porque ele "houve" mal. A confusão está-se tornando muito comum. O certo é: Fale alto porque ele ouve mal. Houve é forma de haver: Houve muita chuva esta semana.

9 - Ela veio, "mais" você, não. É mas, conjunção, que indica ressalva, restrição: Ela veio, mas você, não.

10 - Fale sem "exitar". Escreva certo: hesitar. Veja outros erros de grafia e entre parênteses a forma correta: "areoporto" (aeroporto), "metereologia" (meteorologia), "deiche" (deixe), enchergar (enxergar), "exiga" (exija). E nunca troque menos por "menas", verdadeiro absurdo lingüístico.


Fonte: O Estado de S. Paulo

http://www.estado.com.br/redac/manual.html

http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_introducao.htm


Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

EM 2010 DIGA "NÃO" À ACEFALIA


Olá 2010, seja muito bem-vindo!

Uma boa maneira de começar mais um ano é deixar a acefalia de lado e reservar alguns minutos do nosso longo dia ao aprendizado de algo que refletirá na qualidade do nosso estilo de vida e da vida de muitos daqueles que estão ao nosso redor.

Um jornalzinho aqui, uma revisitinha ali, um livrinho lá, uma reflexãozinha acerca de verdades tidas como absolutas acolá, uma pesquisa sobre algum fato ou período histórico dia sim, dia não... não há de machucar seu coração nem definhar o seu pobre corpo. Há sim de exercitar a sua mente e fortalecer o seu espírito.

Comece lendo assuntos que lhe interessam e, aos poucos, permita-se garimpar outras minhas de conhecimento.

Uma boa dica é esse blog aqui


Siga firma e forte!

Segunda-feira, Dezembro 21, 2009

NÃO AO DESEMPREGO


"A gravíssima crise económica e financeira que está convulsionando o mundo traz-nos a angustiante sensação de que chegámos ao final de uma época sem que se consiga vislumbrar o que e como será o que virá de seguida.

Que fazemos nós, que assistimos, impotentes, ao avanço esmagador dos grandes potentados económicos e financeiros, loucos por conquistar mais e mais dinheiro, mais e mais poder, com todos os meios legais ou ilegais ao seu alcance, limpos ou sujos, regulares ou criminais?

Podemos deixar a saída da crise nas mãos dos peritos? Não são eles precisamente, os banqueiros, os políticos de máximo nível mundial, os directores das grandes multinacionais, os especuladores, com a cumplicidade dos meios de comunicação social, os que, com a soberba de quem se considera possuidor da última sabedoria, nos mandavam calar quando, nos últimos trinta anos, timidamente protestávamos, dizendo que não sabíamos nada, e por isso nos ridicularizavam? Era o tempo do império absoluto do Mercado, essa entidade presunçosamente auto-reformável e auto-regulável encarregada pelo imutável destino de preparar e defender para sempre e jamais a nossa felicidade pessoal e colectiva, ainda que a realidade se encarregasse de desmenti-lo a cada hora que passava.

E agora, quando cada dia aumenta o número de desempregados? Vão acabar por fim os paraísos fiscais e as contas numeradas? Será implacavelmente investigada a origem de gigantescos depósitos bancários, de engenharias financeiras claramente delitivas, de inversões opacas que, em muitos casos, mais não são que massivas lavagens de dinheiro negro, do narcotráfico e outras actividades canalhas? E os expedientes de crise, habilmente preparados para benefício dos conselhos de administração e contra os trabalhadores?

Quem resolve o problema dos desempregados, milhões de vítimas da chamada crise, que pela avareza, a maldade ou a estupidez dos poderosos vão continuar desempregados, mal-vivendo temporariamente de míseros subsídios do Estado, enquanto os grandes executivos e administradores de empresas deliberadamente conduzidas à falência gozam de quantias milionárias cobertas por contratos blindados?

O que se está a passar é, em todos os aspectos, um crime contra a humanidade e desde esta perspectiva deve ser analisado nos foruns públicos e nas consciências. Não é exagero. Crimes contra a humanidade não são apenas os genocídios, os etnocídios, os campos de morte, as torturas, os assassinatos selectivos, as fomes deliberadamente provocadas, as contaminações massivas, as humilhações como método repressivo da identidade das vítimas. Crime contra a humanidade é também o que os poderes financeiros e económicos, com a cumplicidade efectiva ou tácita de os governos, friamente perpetraram contra milhões de pessoas em todo o mundo, ameaçadas de perder o que lhes resta, a sua casa e as suas poupanças, depois de terem perdido a única e tantas vezes escassa fonte de rendimiento, quer dizer, o seu trabalho.

Dizer “Não ao Desemprego” é um dever ético, um imperativo moral. Como o é denunciar que esta situação não a geraram os trabalhadores, que não são os empregados os que devem pagar a estultícia e os erros do sistema.

Dizer “Não ao Desemprego” é travar o genocídio lento mas implacável a que o sistema condena milhões de pessoas. Sabemos que podemos sair desta crise, sabemos que não pedimos a lua. E sabemos que temos voz para usá-la. Frente à soberba do sistema, invoquemos o nosso direito à crítica e ao nosso protesto. Eles não sabem tudo. Equivocaram-se. Enganaram-nos. Não toleremos ser suas vítimas."

José Saramago

Fontes:

http://caderno.josesaramago.org/2009/11/10/nao-ao-desemprego/

http://rueportugal.files.wordpress.com/2009/05/desemprego-a-pobreza-maior.jpg

Domingo, Dezembro 20, 2009

O QUE DEVEMOS AOS JOVENS

"Tratando dos jovens e de suas frustrações, falo sobre nós, adultos, pais, professores, autoridades, e em quanto lhes somos devedores"

Fiquei surpresa quando uma entrevistadora disse que em meus textos falo dos jovens como arrogantes e mal-educados. Sinto muito: essa, mais uma vez, não sou eu. Lido com palavras a vida toda, foram uma de minhas primeiras paixões e ainda me seduzem pelo misto de comunicação e confusão que causam, como nesse caso, e por sua beleza, riqueza e ambiguidade.

Escrevo repetidamente sobre juventude e infância, família e educação, cuidado e negligência. Sobre nossa falha quanto à autoridade amorosa, interesse e atenção. Tenho refletido muito sobre quanto deve ser difícil para a juventude esta época em que nós, adultos e velhos, damos aos jovens tantos maus exemplos, correndo desvairadamente atrás de mitos bobos, desperdiçando nosso tempo com coisas desimportantes, negligenciando a família, exagerando nos compromissos, sempre caindo de cansados e sem vontade ou paciência de escutar ou de falar. Penso sobretudo no desastre da educação: nem mesmo um exame de Enem tranquilo conseguimos lhes oferecer. A maciça ausência de jovens inscritos, quase a metade deles, não se deve a atrasos ou outras dificuldades, mas ao desânimo e à descrença.

De modo que, tratando dos jovens e de suas frustrações, falo sobre nós, adultos, pais, professores, autoridades, e em quanto lhes somos devedores. O que fazem os que de maneira geral deveriam ser líderes e modelos? Os escândalos públicos que nos últimos anos se repetem e se acumulam são para deixar qualquer jovem desencantado: estudar para quê? Trabalhar para quê? Pior que isso: ser honesto para quê, se nossos pretensos líderes se portam de maneira tão vergonhosa e, ano após ano, a impunidade continua reinando neste país que tenta ser ufanista?

Tenho muita empatia com a juventude, exposta a tanto descalabro, cuidada muitas vezes por pais sem informação, força nem vontade de exercer a mais básica autoridade, sem a qual a família se desintegra e os jovens são abandonados à própria sorte num mundo nem sempre bondoso e acolhedor. Quem são, quem podem ser, os ídolos desses jovens, e que possibilidades lhes oferecemos? Então, refugiam-se na tribo, com atitudes tribais: o piercing, a tatuagem, a dança ao som de música tribal, na qual se sobrepõe a batida dos tantãs. Negativa? Censurável? Necessária para muitos, a tribo é onde se sentem acolhidos, abrigados, aceitos.

Escola e família ou se declaram incapazes, ou estão assustadas, ou não se interessam mais como deveriam. Autoridades, homens públicos, supostos líderes, muitos deles a gente nem receberia em casa. O que resta? A solidão, a coragem, a audácia, o fervor, tirados do próprio desejo de sobrevivência e do otimismo que sobrar. Quero deixar claro que nem todos estão paralisados, pois muitas famílias saudáveis criam em casa um ambiente de confiança e afeto, de alegria. Muitas escolas conseguem impor a disciplina essencial para que qualquer organização ou procedimento funcione, e nem todos os políticos e governantes são corruptos. Mas quero também declarar que aqueles que o são já bastam para tirar o fervor e matar o otimismo de qualquer um.

Assim, não acho que todos os jovens sejam arrogantes, todas as crianças mal-educadas, todas as famílias disfuncionais. Um pouco da doce onipotência da juventude faz parte, pois os jovens precisam romper laços, transformar vínculos (não cuspir em cima deles) para se tornar adultos lançados a uma vida muito difícil, na qual reinam a competitividade, os modelos negativos, os problemas de mercado de trabalho, as universidades decadentes e uma sensação de bandalheira geral.

Tenho sete netos e netas. A idade deles vai de 6 a 21 anos. Todos são motivo de alegria e esperança, todos compensam, com seu jeito particular de ser, qualquer dedicação, esforço, parceria e amor da família. Não tenho nenhuma visão negativa da juventude, muito menos da infância. Acho, sim, que nós, os adultos, somos seus grandes devedores, pelo mundo que lhes estamos legando. Então, quando falo em dificuldades ou mazelas da juventude, é de nós que estou, melancolicamente, falando.

Autora: Lya Luft


Fonte:

http://veja.abril.com.br/161209/devemos-jovens-p-026.shtml

GENERAL AMERICANO DEFENDE CORTE MARCIAL PARA SOLDADOS GRÁVIDAS


"Soldados casados em zonas de combate 'devem colocar vidas amorosas em suspenso"

Anthony Cucolo

Um general do Exército americano no norte do Iraque defendeu a sua decisão de adicionar gravidez à lista de razões pelas quais um soldado sob seu comando pode enfrentar a corte marcial.

A atual política do exército é mandar de volta para casa as soldados grávidas, mas o general Anthony Cucolo disse à BBC que estava perdendo pessoas com habilidades essenciais e por isso, segundo ele, a ameaça de uma ação na corte marcial em casos de gravidez era necessária.

A nova política se aplica a soldados homens e mulheres, mesmo aos que são casados.

Esta é a primeira vez que o Exército americano torna a gravidez uma ofensa passível de punição, mas para o general Cucolo, "o assunto é muito claro".

Ele diz que soldados casados em zonas de combate devem colocar suas vidas amorosas em suspenso ou tomar as devidas precauções.

"Eu tenho uma missão a cumprir, tenho número limitado de soldados para fazê-lo e preciso de cada um deles", disse Cucolo.

"Então tomarei todas as medidas que puder, para mantê-los fortes, em forma e comigo pelos doze meses que passaremos na zona de combate", afirmou.

NOTA PESSOAL

A que ponto nós chegamos. Mulheres livres, solteiras ou casadas, que decidem seguir carreira no exército perdem o direito de engravidar, de constituir suas próprias famílias em prol de uma guerra maldita que só interessa ao governo dos Estados Unidos, ao comércio internacional de armas, e ao tráfico de drogas para manter os soldados "fortes e em forma" na linha de combate.

Uma vergonha! Nem o Barack "ganhei um Nobel da Paz sem fazer porcaria nenhuma", pode salvar esse povo da mediocridade e das atrocidades nas quais eles mergulham cada vez mais fundo.

Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/12/091220_soldadogravidez_is.shtml

Terça-feira, Dezembro 15, 2009

Espanha prende grupo acusado de explorar transexuais brasileiros



A polícia espanhola prendeu nesta segunda-feira uma quadrilha acusada de explorar 72 transexuais brasileiros que trabalhavam em regime de semi-escravidão. Segundo comunicado do Ministério do Interior, os travestis eram aliciados em vários Estados do sul, sudeste e nordeste do Brasil e viajavam à Europa sabendo que exerceriam a prostituição.

Contudo, de acordo com as autoridades espanholas, eles não sabiam que seriam vigiados 24 horas por dia pela quadrilha, obrigados a um número mínimo de relações sexuais diárias e forçados a pagar dívidas frequentes aos líderes da organização.

A quadrilha, que seria chefiada por dois brasileiros e um espanhol, atuava em mansões nas regiões de Valencia, Alicante, Barcelona, Madri, Bilbao e Valladolid e era especializada na prostituição masculina.

Segundo a polícia espanhola, os travestis aliciados eram escolhidos por ter experiência no mercado de prostituição no Brasil. Eles chegavam a Madri cientes do tipo de atividade que exerceriam e sabendo que deveriam pagar uma dívida de 3 mil euros (cerca de R$ 8 mil) estabelecida pela quadrilha como gastos de viagem.

Os travestis também ouviam a promessa de que poderiam saldar a dívida em seis meses e trabalhar livremente em encontros marcados nas mansões da organização. Porém, ao desembarcar na Espanha, eram avisados da mudança das normas. Depois de pagar os custos da viagem, deveriam contribuir com 50% do lucro dos serviços de prostituição indefinidamente, de acordo com a polícia espanhola.

Os transexuais brasileiros eram controlados com câmeras de vigilância nos quartos e banheiros das casas onde trabalhavam e moravam e eram tratados como "mercadoria da organização", segundo o comunicado do ministério. A polícia informou que os travestis brasileiros eram repassados a outros prostíbulos da quadrilha (oito no total) quando o rendimento caía em alguma das mansões.

A operação policial, que durou três meses, terminou com 84 detidos: 12 membros da organização e os 72 transexuais. Os travestis acusados de prostituição serão deportados por estadia irregular na Espanha, e os acusados de exploração sexual de pessoas, tráfico de seres humanos e delitos contra os direitos de trabalhadores e imigrantes podem pegar entre três e 12 anos de prisão cada um.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4157083-EI5030,00-Espanha+prende+grupo+acusado+de+explorar+transexuais+brasileiros.html
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://diganaoaerotizacaoinfantil.files.wordpress.com/2007/12/mapa.gif&imgrefurl=http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/12/20/programa-na-mao-certa-combate-a-exploracao-infantil-nas-estradas/&usg=__slUygVV8mY4d5oCOcve9UJfIVrE=&h=588&w=500&sz=59&hl=pt-BR&start=60&um=1&tbnid=RVaM6WVBZX_IgM:&tbnh=135&tbnw=115&prev=/images%3Fq%3Dexplora%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bsexual%26ndsp%3D18%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D54%26um%3D1

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

BURUNDIANOS POLUEM 400 VEZES MENOS QUE AMERICANOS

Os Estados Unidos estão no topo da lista dos países que mais emitem gases nocivos ao meio ambiente.

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

MANUAL PARA EVITAR AS ARMADILHAS DE CONSUMO NAS FESTAS DE FIM DE ANO



1. Achar tempo e espaço livre de consumismo para construir tradições de família

Um bom jeito de combater o consumismo durante as festas de final de ano é criar atividades que realmente expressem o espírito, a cultura e o significado social da época. Encontre tempo para ler para as crianças contos de sua tradição cultural, prepare comidas típicas da época, envolva seus filhos efetivamente mais em dar do que em receber. Quando desviamos o foco e a energia da família do consumismo das festas, podemos criar tradições familiares que se tornam momentos inesquecíveis e ansiosamente aguardados todos os anos.

Ex: Quando minha filha tinha dois anos, decidimos nos reunir para ir ao mercado e comprar ingredientes para uma ceia festiva que seria entregue a uma cozinha comunitária local. Divertimo-nos muito escolhendo os alimentos, e a experiência concreta de adquirir uma ceia para uma família sem posses, nos levou a conversar sobre fome, pobreza, e como devemos ser
gratos pelo que temos. Isto foi se aprofundando e ficando mais complexo à medida que minha filha crescia.

2. Colocar a necessidade do outro acima de nossas vontades

Um modo de lutar contra o consumismo excessivo e sentir o verdadeiro espírito das festas é fazer com que a troca de presentes mude de foco, isto é, deve refletir menos a satisfação de desejos pessoais, e estar mais voltada para o preenchimento das necessidades dos outros. Procure uma família com menos recursos do que você e dê a eles presentes de que precisam.
Ex: Há mais de dez anos nossa família vem atuando como família “postiça” de duas outras famílias que moram próximo de nossa casa. Uma das famílias é sustentada pela avó, que cria seus netos, e a outra é sustenta por uma mãe chefe de família. Nossa filha orienta a neta mais velha da primeira família, e nosso filho vem orientando o único filho da segunda. Durante o ano todo, especialmente durante as Festas, nos propomos a identificar as carências de nossas
“famílias” e fazer o possível para atendê-las. Nós e nossos filhos ficamos com menos do que gostaríamos, mas isto permite que nossas famílias “postiças” tenham mais daquilo de que realmente precisam. E assim, ficamos muito satisfeitos.

3. Compre verde, compre justo, compre local e compre menos

Todos sabem que o consumismo corporativo das festas de fim de ano transformou esse tempo precioso em um momento de prazeres materiais, de comprar e comprar. Para resgatarmos esse momento, em pleno inverno podemos “comprar verde (produtos que não contribuem para o desgaste do meio ambiente), comprar (de comércio) justo, comprar perto de casa e, acima de tudo, comprar menos”.

4. Boas festas sem TV

Parece que à medida que se aproximam as Festas de final de ano, o tempo nunca é suficiente. Na correria entre reuniões especiais, cozinhar, fazer as comprar, pacotes, viajar ou arrumar tudo para receber a família e amigos, as exigências impostas pela época podem ser enormes. Um jeito de controlar o caos e achar mais tempo é desligando sua TV. No começo você encontra meia horinha aqui e ali, que você nem sabia que existia: meia hora depois do jantar para escrever alguns cartões de boas festas, quinze minutos para ler seu conto favorito para seus filhos, até mesmo dez minutinhos para preparar um chocolate quente, relaxar e ler antes de dormir, ou mesmo conversar com seu companheiro.

5. Presentes que realmente demonstrem afeto

Gosto de dar a meus netos presentes que não se compram em lojas e que mostram como me importo com eles e com seus interesses. Eis alguns dos presentes que dei a eles ao longo dos anos: Quando meu neto Jackson tinha dois anos, fiz para ele um livro. Organizei algumas fotos suas, que mostravam o que mais gostava de fazer: fotos dele brincando com uma bola maior do que ele, subindo e descendo os degraus da escada, e no escorregador do parquinho. Escrevi sob cada foto uma legenda que descrevia como ele adorava fazer o que a foto mostrava.

Para meu neto Miles, que aos três adorava brincar com massinha, preparei massinha seguindo uma receita caseira que lhe dei de presente, juntamente com uma caixa de “ferramentas” – faquinhas de plástico, um espremedor de alho e moldes de madeira para decorar a massinha.

No último Natal, minha neta Isabella de dezoito meses, andava fascinada por bolsas e seus conteúdos, particularmente as carteiras. Por isso, dei a ela uma bolsa bem grande, onde coloquei um pente, um bloco de notas, um porta moedas com moedas grandes, um celular velho, e uma carteira com cartões de crédito vencidos que ela adora separar e empilhar.
Essas são apenas algumas das dicas do

"Manual para boas festas sem consumismo",

para lê-lo na íntegra clique aqui.

CONSUMISMO INFANTIL, UM PROBLEMA DE TODOS


Ninguém nasce consumista. O consumismo é uma ideologia, um hábito mental forjado que se tornou umas das características culturais mais marcantes da sociedade atual. Não importa o gênero, a faixa etária, a nacionalidade, a crença ou o poder aquisitivo. Hoje, todos que são impactados pelas mídias de massa são estimulados a consumir de modo inconseqüente. As crianças, ainda em pleno desenvolvimento e, portanto, mais vulneráveis que os adultos, não ficam fora dessa lógica e infelizmente sofrem cada vez mais cedo com as graves conseqüências relacionadas aos excessos do consumismo: obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência, entre outras.

Nesse sentido, o consumismo infantil é uma questão urgente, de extrema importância e interesse geral. De pais e educadores a agentes do mercado global, todos voltam os olhares para a infância − os primeiros preocupados com o futuro das crianças, já os últimos fazem crer que estão preocupados apenas com a ganância de seus negócios.

Para o mercado, antes de tudo, a criança é um consumidor em formação e uma poderosa influência nos processos de escolha de produtos ou serviços. As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões de compra de uma família (TNS/InterScience, outubro de 2003). Carros, roupas, alimentos, eletrodomésticos, quase tudo dentro de casa tem por trás o palpite de uma criança, salvo decisões relacionadas a planos de seguro, combustível e produtos de limpeza.

A publicidade na TV é a principal ferramenta do mercado para a persuasão do público infantil, que cada vez mais cedo é chamado a participar do universo adulto quando é diretamente exposto às complexidades das relações de consumo sem que esteja efetivamente pronto para isso. As crianças são um alvo importante, não apenas porque escolhem o que seus pais compram e são tratadas como consumidores mirins, mas também porque impactadas desde muito jovens tendem a ser mais fiéis a marcas e ao próprio hábito consumista que lhes é praticamente imposto. Nada, no meio publicitário, é deliberado sem um estudo detalhado.

Em 2006, os investimentos publicitários destinados à categoria de produtos infantis foram de R$ 209.700.000,00 (IBOPE Monitor, 2005x2006, categorias infantis). No entanto, a publicidade não se dirige às crianças apenas para vender produtos infantis. Elas são assediadas pelo mercado como eficientes promotoras de vendas de produtos direcionados também aos adultos.

Em março de 2007, o IBOPE Mídia divulgou os dados de investimento publicitário no Brasil. Segundo o levantamento, esse mercado movimentou cerca de R$ 39 bilhões em 2006. A televisão permanece a principal mídia utilizada pela publicidade. Ao cruzar essa informação com o fato da criança brasileira passar em média quatro horas 50 minutos e 11 segundos por dia assistindo à programação televisiva (Painel Nacional de Televisores, IBOPE 2007) é possível imaginar o impacto da publicidade na infância.

No entanto, apesar de toda essa força, a publicidade veiculada na televisão é apenas um dos fatores que contribuem para o consumismo infantil. A TNS, instituto de pesquisa que atua em mais de 70 países, divulgou dados em setembro de 2007 que evidenciaram outros fatores que influenciam as crianças brasileiras nas práticas de consumo. Elas sentem-se mais atraídas por produtos e serviços que sejam associados a personagens famosos, brindes, jogos e embalagens chamativas. A opinião dos amigos também foi identificada como uma forte influência.
Não é por acaso que o consumismo está relacionado à idéia de devorar, destruir e extinguir. Se agora, tragédias naturais, como queimadas, furacões, inundações gigantescas, enchentes e períodos prolongados de seca, são muito mais comuns e freqüentes, foi porque a exploração irresponsável do meio ambiente prevaleceu ao longo de décadas.

Concentrar todos os esforços no consumo é contribuir, dia após dia, para o desequilíbrio global. O consumismo infantil, portanto, é um problema que não está ligado apenas à educação escolar e doméstica. Embora a questão seja tratada quase sempre como algo relacionado à esfera familiar, crianças que aprendem a consumir de forma inconseqüente e desenvolvem critérios e valores distorcidos são de fato um problema de ordem ética, econômica e social.

O Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, combate qualquer tipo de comunicação mercadológica dirigida às crianças por entender que os danos causados pela lógica insustentável do consumo irracional podem ser minorados e evitados, se efetivamente a infância for preservada em sua essência como o tempo indispensável e fundamental para a formação da cidadania. Indivíduos conscientes e responsáveis são a base de uma sociedade mais justa e fraterna, que tenha a qualidade de vida não apenas como um conceito a ser perseguido, mas uma prática a ser vivida.





Fonte: Instituto Alana

DIGA NÃO À PUBLICIDADE INFANTIL



O tema da publicidade voltada a crianças e adolescentes está sendo alvo de muitas discussões na Câmara Federal. O projeto do deputado Luis Carlos Hauly 5.921/01 que proíbe a publicidade dirigida a crianças até doze anos em qualquer horário ou por qualquer suporte ou mídia foi aprovado pela Comissão de Defesa do Consumidor em julho, depois de sete anos de tramitação.

“O projeto significa um avanço e vai trazer benefícios à sociedade”, afirma a advogada Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana que promove debates em torno do consumo voltado para a criança e o adolescente.

Isabella esclareceu que há três projetos em tramitação na Câmara Federal sobre o tema da publicidade voltada à criança: do deputado Luis Carlos Hauly (projeto original), da deputada Maria do Carmo Lara (que foi relatora na Comissão de Defesa do Consumidor e introduziu um substitutivo ampliando o alcance do projeto original) e o projeto do deputado Adriano Osório que, segundo a advogada “não muda em nada a atual legislação”.

Quase 5 horas diárias diante da TV
Para as organizações da sociedade civil que apóiam o controle da publicidade voltada ao público infantil, o substitutivo da deputada Maria do Carmo Lara representa uma legislação ideal. Proíbe qualquer tipo de publicidade e de comunicação mercadológica dirigida à criança, em qualquer horário e por meio de qualquer suporte ou mídia, seja de produtos ou serviços relacionados à infância ou relacionados ao público adolescente e adulto. Ou seja, a publicidade de qualquer produto ou serviço deve sempre ser dirigida ao público adulto.

Além de proibir a publicidade para crianças, o substitutivo também veda a comunicação mercadológica dirigida ao público infanto-juvenil, como anúncios impressos, comerciais televisivos, spots de rádio, banners, sites na internet, embalagens, promoções, merchandising e disposição dos produtos nos pontos de vendas. Define como publicidade voltada à criança aquela que se utiliza de linguagem infantil, efeitos especiais e excesso de cores, trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança, pessoas, celebridades ou personagens com apelo ao público infantil, desenho animado, bonecos ou similares e promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis. Também fica proibida a participação de elenco infantil em qualquer tipo de publicidade ou comunicação mercadológica, à exceção das campanhas de utilidade pública referentes a informações sobre boa alimentação, segurança, educação, saúde e demais temas relativos ao melhor desenvolvimento da criança.

A deputada Maria do Carmo lança a seguinte reflexão: “É mais importante incentivar a produção, as vendas e o consumo ou cuidar da formação integral de nossos jovens para que construam uma sociedade melhor do que esta em que vivemos?”.

Segundo uma pesquisa do Ibope do ano passado, a criança brasileira é uma das que mais assiste TV no mundo. Permanecendo em média 4 horas e 50 minutos por dia em frente à televisão. Outra pesquisa de 2003 revelou que as crianças influenciam nas compras dos familiares adultos da casa em até 80% dos casos.

“Na classe mais favorecida, as mensagens comerciais, os valores que elas passam é de que é preciso ter para ser. Os comerciais transmitem a mensagem de que é preciso ter isto ou aquilo para ser feliz”. Adverte a advogada: “os pais não devem dar tudo, devem orientar as crianças. Muitos pais não agüentam a pressão e estão passando do limite do suportável com a publicidade voltada ao consumo, que, por sua vez, cria novas necessidades e novos produtos. Os pais devem esclarecer a seus filhos que não é preciso ter para ser incluído em um grupo. Satisfazer todos os desejos da criança não traz benefícios, porque ela sempre vai querer mais e mais, já que sempre haverá um novo lançamento no mercado”,

Já aquelas crianças da periferia que não têm condições de usufruir daquele produto ou serviço são as mais bombardeadas pelas mensagens. “São elas que mais assistem televisão, por terem menos alternativas de lazer”, considera a advogada, lembrando que um segmento da classe pobre hoje está ascendendo socialmente. “A criança não está preparada para os apelos comerciais que têm como único intuito fomentar as vendas; a criança não tem condições de pensar criticamente. Porque nela diariamente são implantados desejos de consumo que são erroneamente relacionados à felicidade, à oportunidade de fazer amigos, de ser alguém, o que acaba causando sérios problemas psicológicos, já que ela vai crescer com valores materialistas excessivos, e pode vir a desenvolver obesidade, gerando problemas de saúde, como diabetes (15% das crianças brasileiras são obesas).

Além disso, os comerciais trazendo consigo a erotização precoce e valores estéticos que podem levar à bulimia e anorexia, em função da imposição dos padrões de beleza das modelos.

Então o que se quer é uma mudança de paradigma: que as mensagens sejam voltadas ao público adulto, aos pais e não às crianças.

O projeto inócuo
Entretanto, não dá para comemorar, pois o projeto do deputado Hauly foi alterado na Comissão de Desenvolvimento Econômico Indústria e Comércio que o tornou praticamente inócuo, por meio do projeto do deputado Osório Adriano (DEM-DF). Para o deputado, a proposta original de Hauly acabou-se revelando “um remédio radical”. A proposta de Adriano se afasta totalmente da concepção do projeto original, reduzindo o tema a dois parágrafos, condenando o anúncio que: "Aproveite-se da deficiência de julgamento e experiência da criança" e "que seja capaz de induzir a criança a desrespeitar os valores éticos e sociais da pessoa e da família”, desfigurando todo projeto que proibia a publicidade voltada às crianças

O projeto de Adriano Osório teve o apoio das ABERT-Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Tevê. O CONAR- Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária- também considera que a legislação atual já prevê punições aos excessos. O CONAR instaurou no ano passado cerca de 300 processos para apurar propagandas com conteúdos “abusivos” e cerca de 50 anúncios foram impedidos de serem veiculados pelo órgão.

Mas, para o deputado Hauly "há comerciais que se transformam em verdadeira coação ou chantagem para a compra dos bens anunciados. Em alguns países, é proibido que a publicidade se dirija a crianças. Em outros, existem restrições importantes. Já no Brasil, há um liberalismo total”.

Uma pesquisa realizada em março deste ano apurou que grandes multinacionais não aplicam no Brasil os compromissos éticos de limitação de publicidade dirigida à criança que assumiram em países em desenvolvimento. Os resultados indicaram que o país necessita de uma legislação que leve as empresas a mudarem suas práticas.


Murillo Medina



Fontes: Instituto Alana, IDEC,Agência Câmara, sites Abert, Conar

Domingo, Novembro 22, 2009

COMPOSTOS DO CIGARRO II E SUAS RESPECTIVAS "UTILIDADES"


Acetona: removedor de esmalte
Terebintina: sustância que dilui tinta a óleo
Formol: conservante de cadáver
Amônia: desinfetante para pisos, azulejos e privadas
Naftalina: eficiente mata-baratas
Fósforo p4/p6: usado em veneno para ratos

COMPOSTOS DO CIGARRO


The Shocking Ingredients in Cigarettes


If you think cigarettes are simply dried tobacco leaves rolled in paper, you’re about 597 ingredients off. The tobacco industry has become master mixologists with the additives. Some ingredients are added for flavor, but research has shown that the key purpose of using additives is to improve tobacco’s potency resulting in increased addictiveness–and the additives they choose to use are dreadful.

I remember hearing something about “the list” back in the 1990s when tobacco companies first started being taken to task for their dastardly ways, but seeing the list again now that I’m educated about chemistry and health, I am absolutely staggered. It’s amazing this isn’t in the news everyday! It’s bad enough that many of these ingredients are approved for use in food–but that they haven’t been tested for burning? When burnt, the whole mess results in over 4,000 chemicals, including over 40 known carcinogenic compounds and 400 other toxins. These include nicotine, tar, and carbon monoxide, as well as formaldehyde, ammonia, hydrogen cyanide, arsenic, and DDT.

You know it’s bad when the Phillip Morris website has this posted on their homepage: Nearly 5,000 chemicals have been identified in tobacco smoke to date. Public health authorities have classified between 45 and 70 of those chemicals, including carcinogens, irritants and other toxins, as potentially causing the harmful effects of tobacco use.

According to Dr. and Mrs. Quit, also known as Lowell Kleinman, M.D., and Deborah Messina-Kleinman, M.P.H., from the Quit Smoking Center, cigarette flavors have gone through many changes since cigarettes were first made. Initially, cigarettes were unfiltered, allowing the full “flavor” of the tar to come through. As thttp://www.pmintl-technical-product-information.com/pages/home/default.aspxhe public became concerned about the health effects of smoking, filters were added. While this helped alleviate the public’s fears, the result was a cigarette that tasted too bitter. (And filters do not remove enough tar to make cigarettes less dangerous. They are just a marketing ploy to trick you into thinking you are smoking a safer cigarette.)

The solution to the bitter-tasting cigarette was easy–have some chemists add taste-improving chemicals to the tobacco. But heck, once they got rolling they figured out they could really maximize the whole addiction part, what a hook. They found that a chemical similar to rocket fuel helps keep the tip of the cigarette burning at an extremely hot temperature, which allows the nicotine in tobacco to turn into a vapor so your lungs can absorb it more easily. Or how about ammonia? Adding ammonia to cigarettes allows nicotine in its vapor form to be absorbed through the lungs more quickly. This, in turn, means your brain can get a higher dose of nicotine with each inhalation. Now that’s efficiency.

For a start, here’s the who’s who of the most toxic ingredients used to make cigarettes tastier, and more quickly, effectively addictive:

Ammonia: Household cleaner.
Arsenic: Used in rat poisons.
Benzene: Used in making dyes, synthetic rubber.
Butane: Gas; used in lighter fluid.
Carbon monoxide: Poisonous gas.
Cadmium: Used in batteries.
Cyanide: Lethal poison.
DDT: A banned insecticide.
Ethyl Furoate: Causes liver damage in animals.
Lead: Poisonous in high doses.
Formaldehyde: Used to preserve dead specimens.
Methoprene: Insecticide.
Maltitol: Sweetener for diabetics.
Napthalene: Ingredient in mothballs.
Methyl isocyanate: Its accidental release killed 2000 people in Bhopal, India, in 1984.
Polonium: Cancer-causing radioactive element.


By Melissa Breyer, Senior Editor, Healthy & Green Living


Sources:
http://www.care2.com/greenliving/
http://www.care2.com/greenliving/the-shocking-ingredients-in-cigarettes.html
http://www.pmintl-technical-product-information.com/pages/home/default.aspx
http://www.drquit.com/index.html

Sábado, Novembro 21, 2009

O leitor brasileiro lê, em média, um livro por ano.


Um levantamento feito com 5.012 pessoas, em 311 municípios de todos os estados do país, em 2007, indica que o brasileiro lê pouco.


- São 77 milhões de não leitores, dos quais 21 milhões são analfabetos.
- Os leitores que somam 95 milhões, lêem, em média, 1,3 livro por ano.
- Incluídas as obras didáticas e pedagógicas, o número sobe para 4,7 ainda assim baixo.
- Nos Estados Unidos, a população lê, em média, 11 livros por ano.
- Já os franceses lêem sete livros por ano.
- Enquanto os colombianos lêem, em média, 2,4 livros por ano.


Os dados são da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que integram o Instituto Pró-Livro.


O levantamento considera como não leitores aqueles que declararam não ter lido nenhum livro nos últimos três meses, ainda que tenham lido ocasionalmente ou em outros meses do ano.

Entre os leitores:

- 41% disseram que gostam muito de ler no tempo livre;
- 13% admitiram que não gostam de ler.

Também entre os 95 milhões de leitores brasileiros:

- 75% disseram que sentem prazer ao ler um livro
- 22% sustentaram que lêem apenas por obrigação.


Com as estatísticas nas mãos, Fabiano dos Santos, o diretor do Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, diz que há dois caminhos a percorrer para fazer do Brasil um país de leitores: ampliar o acesso ao livro e investir na formação de leitores.


A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil sugere que a maior influência para a formação do hábito da leitura vem dos pais e que o hábito de ler é consolidado na escola. Quanto maior o nível de escolaridade, maior o tempo dedicado à leitura.


Contudo, até mesmo entre os universitários, o hábito da leitura não é comum, inclusive nos cursos em que o contato com a escrita é fundamental. "Normalmente a universidade não oferece um bom acervo. Moramos em um país em que os livros são caros e de difícil acesso", disse.
Maioria dos que ganham até um salário mínimo não compra livros.


Se o brasileiro não tem o hábito da leitura, a indústria editorial tem a sua parcela de responsabilidade, já que apesar da desoneração do setor, o livro ainda é bastante caro no Brasil, custando, em média, R$ 25.


A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil indica que:
- 36,3 milhões de brasileiros compraram pelo menos um livro em 2007.

- O número representa cerca de 21% do total de entrevistados considerados leitores.
- 71% dos entrevistados com renda familiar de até um salário mínimo declararam que não compram livros.
- para quem ganha entre 1 e 2 salários mínimos, o índice cai para 57%.


A pesquisa conclui que a principal de forma acesso ao livro para as classes A, B e C é por meio da compra, enquanto os leitores das classes D e E recorrem aos amigos ou parentes para tomar emprestada uma obra.

Fontes:

- Câmara Brasileira de Livros
- Sindicato Nacional de Editores de Livros


Segunda-feira, Novembro 02, 2009

FILME NÃO-ACÉFALO: "RAZÕES PARA A GUERRA"


Faz parte daquele raro e restrito grupo de filmes que me fazem pensar:

1) "Por que eu nunca ouvi falar desse filme?";

2) "Como é que um filme desse não foi tão divulgado quanto todas as outras porcarias que nos são enfiadas guela abaixo?";

3) A exibição desse filme deveria ser obrigatória em todas as escolas.

Razões para a guerra
Direção: Eugene Jarecki
Ano:2005
Gênero:Documentário
Duração:99 min.
Título Original:Why We Fight
Site oficial: www.whywefight.com

Sinopse:
Este documentário mostra como os Estados Unidos se transformaram na maior força bélica do mundo. Com base em uma competente pesquisa histórica (1940 à 2003) que mapeia o sustentáculo da neurose americana em produzir armas, defender a sua soberania e policiar o resto do mundo em nome da “democracia e da liberdade”.

Descubra mais sobre esse filme aqui.

=>Se você consegue ler e compreender textos em inglês: vale à pena acessar e baixar o "Study Guide" do filme. São 72 páginas repletas de informações preciosas que permitem um melhor entendimento sobre os fatos históricos narrados no filme.

Fontes:
http://whywefight.com
http://melhoresfilmes.com.br/filmes/por-que-lutamos
http://axasteoque.blogspot.com/2008/11/porque-lutamos-de-eugene-jarecki.html

Sábado, Outubro 31, 2009

FILME NÃO-ACÉFALO: "CAMELOS TAMBÉM CHORAM".


Porque sempre vale à pena abrir os olhos para uma nova realidade, um novo estilo de vida, um novo, ou simplesmente desconhecido, modelo de interação entre pessoas e animais.

Direção: Byambasuren Davaa e Luigi Falorni
Duração:
87 min
Gênero: Documentário
Ano:2006

Para saber mais sobre este filme, clique aqui: AQUI e ALI

Domingo, Outubro 25, 2009

[Para você, admirável Estamira]

ESTAMIRA

Está mira,
está menina,
está mulher,
Estamira

É o trovão em carne e osso,
é o trauma,
é a traição,
é o estupro,
é o desgosto

de um coração partido,
de um corpo invadido,
de um ser submerso,

devoto de um deus cego,
que como um trocadilho ambulante,
não lhes deus comida no prato,
nem luxo na estante.

Estamira é uma louca
ao contrário,
é um cometa do pai, avô, marido e pedófilo astral;
é um astro par,
positivo e único-condicional.

Estamira é o reflexo
consciente, lúcido e ciente por um triz
de quem enxerga, ouve e sente
que não teve a sorte de ser feliz.

Nicole Louise

© 2009 Bliblioteca Nacional. Todos os Direitos Reservados


www.estamira.com.br

Quarta-feira, Outubro 21, 2009

AS BOAS MULHERES DO AFEGANISTÃO




"Algumas coisas horríveis são repetidas tantas vezes que nos deixam insensíveis. Bombas no Iraque e no Afeganistão, por exemplo. Uma bomba que causa a morte de dez pessoas no Afeganistão já virou "pé de página", dada a frequência desse atentado. Eu confesso que cheguei aqui um pouco anestesiada em relação à situação das mulheres no Afeganistão. A gente ouve falar tanto sobre a burca, e o problema das afegãs que não podem estudar, que acaba se acostumando.

Mas nada como um banho de realidade. Ir a abrigos de mulheres vítimas de violência foi uma experiência, digamos, iluminadora. Conversar com essas mulheres nos faz ver como somos privilegiadas - podemos trabalhar, estudar, podemos não trabalhar por opção própria, se acharmos melhor só cuidar dos filhos, e podemos até cobrir uma guerra - vi muitas fotógrafas de guerra e algumas jornalistas ocidentais aqui no Afeganistão.

Antes de tudo, podemos ir na delegacia de mulheres ou simplesmente pedir o divórcio se o marido nos espancar regularmente. Isso parece óbvio, mas no Afeganistão, não é.

A situação da mulher afegã é muito mais horrível do que nós imaginamos. As meninas crescem achando que a violência é um direito natural do homem, e a subserviência, uma qualidade da mulher.

Cerca de 80% das mulheres afegãs são submetidas a casamentos forçados – e 57% casam antes de completar 16 anos, a idade mínima determinada por lei.

Uma pesquisa da entidade Women and Children Legal Research mostra que 17,2% dos casamentos forçados são motivados pelo Baad, uma tradição tribal que é ilegal. Para compensar famílias por algum dano, as jirgas, os tribunais dos líderes tribais dos vilarejos, determinam que o causador do dano dê sua filha à família do lesado como pagamento, ou Baad.Por exemplo, se um irmão ou pai comete um assassinato, a jirga se reúne e pode determinar que a irmã ou filha do assassino seja dada à família do assassinado.


Em outros 16,6% dos casos de casamento forçado, a filha é dada como pagamento de dívidas. Muitas vezes o pai é viciado em ópio, e dá a filha para pagar dívida de drogas. Outros 30,3% dos casamentos forçados são Shughar, ou troca de noivas – as famílias fazem intercâmbio de suas filhas. Isso é comum porque os maridos sempre precisam pagar para “comprar” uma noiva – no Norte, chega a ser US$ 5 mil.No Shughar, não há dinheiro envolvido, por isso muitas famílias preferem.

De acordo com o mesmo estudo, “Violência contra mulheres No Afeganistão”, de 2008, 58% das mulheres em casamentos forçados são espancadas pelos marido ou sofrem algum tipo de violência. Dessas, 12,5% contam já ter tido algum membro fraturado e 6,6% ficaram com deficiência física permanente.

Grande parte das mulheres é analfabeta e casa-se ainda na infância. Segundo a pesquisa, 38,2% das noivas têm entre 11 e 15 anos e 46,9% têm entre 16 e 20 anos. De acordo com a legislação afegã, só mulheres com mais de 16 anos e homens com mais de 18 podem se casar.

Na maioria das famílias, as mulheres precisam da autorização dos maridos para desempenharem qualquer tipo de atividade. Por isso, sem poder ter um emprego ou sair de casa, a maioria fica isolada e acaba não denunciando agressões dos maridos.

Divórcio não é uma opção. Em 2006, o último ano com dados disponíveis, houve 158 divórcios no país inteiro. As mulheres precisam da aprovação dos homens para se divorciar (o inverso não se aplica). E para isso, eles costumam exigir a guarda dos filhos e algum pagamento em dinheiro.

Em um país devastado por 30 anos de guerra, está é a situação de cerca de 11,5 milhões de mulheres - metade da população do país - que são invisíveis e não têm direitos."


Patrícia Campos Mello

(Correspondente do Estadão em Washington)

http://blog.estadao.com.br/blog/patricia/?title=as_boas_mulheres_do_afeganistao&more=1&c=1&tb=1&pb=1http://www.deolhonamidia.org.br/Noticias/mostraNoticia.asp?tID=386http://img.estadao.com.br/fotos/C4/83/43/C483432A3EE94658B2D1BD957A1C4DA9.jpg

http://4.bp.blogspot.com/_ecQlHN2kZRA/SR9NqtTUWTI/AAAAAAAACHA/kUm1NRvIaag/s400/refugee+women+4.jpg

Sábado, Outubro 17, 2009

APRENDA A SE PROTEGER DA AMEAÇA DE ESTUPRO

Recebi um email que contém a seguinte informação: a polícia civil do Rio de Janeiro entrevistou centenas de estupradores e divulgou uma lista de coisas que eles procuram em uma vítima potencial e de outros aspectos sobre o estupro. Se é verdade: não sei. Mas acredito que muitas dessas informações valem à pena ser lidas, para que nós, mulheres, possamos nos proteger cada vez mais e melhor.

1) Em geral, os estupradores procuram por vítimas com penteados: rabos de cavalo, tranças ou cabelos longos, para que eles possam puxá-las para perto e mantê-las presas pelos cabelos;
2) Roupas fáceis de serem tiradas: vestidos, saias, blusas de alça, etc...
3) Adolescentes e jovens distraídas. Que andam olhando para baixo, ou falando ao celular;
4) O horário que eles escolhem para os estupros gira em torno de 03:00 e 08:30 da manhã;
5) Os locais favoritos são: estacionamentos de prédios comerciais e banheiros públicos;
6) A maioria dos estupradores prefere não usar armas, mas sim a força (tapas, socos, chutes), durante os estupros porque sabem que a pena para estupros sem armas é de 3 a 5 anos, e estupros à mão armada pode chegar até a 20 anos;
7) Os estupradores evitam atacar mulheres que estejam carregando guarda-chuva ou qualquer outro objeto pontiagudo;
8) Escolhem locais que permitam levar a vítima para um segundo lugar com facilidade. Ex: corredores, becos, ruas escuras, estacionamentos e praças desertas, de onde levam à vítima para carros, banheiros, ou terrenos baldios.
9) Geralmente desistem de mulheres que gritam muito alto e lutam muito logo quando são atacadas; lembre-se: eles estão à procura de alvos fáceis, para que nada dê errado, e para que possam fugir com facilidade, logo em seguida;
10) Caso você seja atacada grite “FOGO, FOGO, alguém me ajude!". Assim você chamará a atenção de várias pessoas que tentarão lhe ajudar. Caso você grite “SOCORRO, SOCORRO” infelizmente, algumas pessoas poderão não ajudá-la rapidamente por medo do que quer que esteja acontecendo com você.

Domingo, Outubro 11, 2009

ALIMENTAÇÃO: UM DIREITO DE TODOS

Dia Mundial da Alimentação

“Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem estar, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência fora de seu controle.” [Artigo XXV / DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS]

Estatísticas da Fome:

Há 800 milhões de pessoas desnutridas no mundo,1 bilhão de pessoas passando fome, 30 mil crianças morrem de fome a cada dia, 15 milhões a cada ano, um terço das crianças dos países em desenvolvimento apresentam atraso no crescimento físico e intelectual, 1,3 bilhão de pessoas no mundo não dispõe de água potável, 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso. Uma pessoa a cada sete padece fome no mundo.

a cada dia 275 mil pessoas começam a passar fome ao redor do mundo, o Brasil é o 9º país com o maior numero de pessoas com fome, tem 15 milhões de crianças desnutridas. 45% das crianças Brasileiras, menores de 5 anos sofrem de anemia crônica.

O Brasil é o quinto país do mundo em extensão territorial, ocupando metade da área do continente sul-americano. Há cerca de 20 anos, aumentaram o fornecimento de energia elétrica e o número de estradas pavimentadas, além de um enorme crescimento industrial. Nada disso, entretanto, serviu para combater a pobreza, a má nutrição e as doenças endêmicas.Em 1987, no Brasil, quase 40% da população (50 milhões de pessoas) vivia em extrema pobreza. Nos dias de hoje, um terço da população ainda é mal nutrido, 9% das crianças morrem antes de completar um ano de vida e 37% do total são trabalhadores rurais sem terras.

Enquanto o consumo diário médio de calorias no mundo desenvolvido é de 3.315 calorias por habitante, no restante do globo o consume médio é de 2.180 calorias diárias por habitante. Metade dos habitantes da Terra ingere uma quantidade de alimentos inferior às suas necessidades básicas. Cerca de um terço da população do mundo ingere 65% dos alimentos produzidos. A quarta edição do Inquérito Mundial sobre Agricultura e Alimentação, patrocinado pela ONU em 1974, concluiu: "Em termos mundiais, a quantidade de alimentos disponíveis é suficiente para proporcionar a todo mundo uma dieta adequada."

O aumento dos preços dos alimentos fez o número de famintos no mundo crescer 40 milhões para 963 milhões de pessoas em 2008, ante o ano passado, de acordo com dados preliminares divulgados hoje pela Organização das Nações Unidas (ONU) para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). A entidade advertiu que a crise econômica mundial pode levar ainda mais pessoas a essa condição. Levando em conta dados do US Census Bureau, departamento de estatísticas do governo norte-americano, que contam a população mundial em 6,7 bilhões de pessoas, o número de famintos representa 14,3% do total.

...em 2007 no Planeta havia 860 milhões de famintos; em janeiro de 2009 cento nove milhões mais. A metade da população africana subsahariana, por citar um exemplo dessa África crucificada, mal vive na extrema pobreza. A ladainha de violência e desgraças provocadas é interminável. No Congo há 30.000 meninos soldados dispostos a matar e a morrer a troco de comida; 17% da floresta amazônica foram destruídos em cinco anos, entre 2000 e 2005; o gasto da América Latina e do Caribe em defesa cresceu um 91%, entre 2003 e 2008; uma dezena de empresas multinacionais controla o mercado de semente em todo o mundo. Os Objetivos do Milênio se evaporaram na retórica e em suas reuniões elitistas os países mais ricos dizem covardemente que não podem fazer mais para reverter o quadro.

“Quase cem mil mortes diárias no planeta se devem à fome. Dentre elas, 30 mil são de crianças com menos de cinco anos. Mais do que três torres gêmeas por dia que se desmoronam em silêncio, sem que ninguém chore ou construa monumentos”, declarou à swissinfo Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como Frei Betto.

Essas são algumas das Estatísticas da fome que o mundo se acostumou a acompanhar de tempos em tempos. Todavia a fome segue matando de maneira endêmica em muitas regiões do globo.



Por Marcio Demari
PLANETA VOLUNTÁRIOS
Porque ajudar faz bem !

Segunda-feira, Outubro 05, 2009

Você vai pensar duas vezes antes de comer MAIS um BIG MAC

Resenha: aqui

Trailer: aqui


Título original:Fast Food Nation (Nação Fast Food)
Gênero:Drama
Duração:01 hs 54 min
Ano de lançamento:2006
Site oficial:http://www.fastfoodnation-movie.com/
Direção: Richard Linklater

Domingo, Setembro 20, 2009

1.500 receitas naturais



Da série: "Desculpas esfarrapadas para continuar comendo porcaria" (parte II)

Desculpa mais votada: "Hoje em dia é quase impossível parar de comer comida industrializada".

Resposta: um arquivo online com cerca de 1.500 receitas NATURAIS.

1.500 minha gente, 1.500!

É só clicar aqui e escolher!



fonte:
http://www.livrodereceitas.com/vegetarianas/index.html

Quinta-feira, Setembro 17, 2009


Da série: "Como a comida industrializada é feita"
=>QUEIJO

Quinta-feira, Setembro 03, 2009


Da série: "Como a comida industrializada é feita" =>SALSICHA

As tradicionais salsichas de cachorro-quente são feitas com uma mistura de carne de porco, carne de boi e carne de galinha.

Os restos de carnes que sobraram na linha de produção de bifes de boi ou de porco são acumulados e colocados em uma enorme máquina de moer, de onde saem já misturados e moídos, e caem em bandejas de metal que são alinhadas em uma esteira. Restos de frango, sal, amido e “outros sabores” (artificiais) são adicionados à carne moída. Estes ingredientes variam de acordo com o local onde as salsichas serão vendidas, já que pessoas de diferentes regiões possuem diferentes paladares e preferências.

Em seguida, litros de água, e diversas soluções de sabor adocicado são adicionadas e misturadas a todos os ingredientes anteriores.

Uma outra máquina transforma toda essa mistura em uma espécie de purê que, por sua vez, preenche as longas cápsulas de celulose que garantem o formato da salsicha, ao qual estamos acostumados.

Em 35 segundos as máquinas de preenchimento enchem e alinham umas às outras um número de salsichas que seria o suficiente para dar duas voltas em um campo de futebol.

Os fios de salsichas seguem para um chuveiro que os banha com uma solução que lhes garante cor (é aqui que entra o corante) e em seguida são levados a um forno, onde as cápsulas são cozidas e o líquido com o qual foram banhadas se espalha por todo a mistura existente na cápsula.

Depois de cozidas, as salsichas são enxaguadas com água fria que contém sal, a fim de esfriá-las, para que finalmente possam ser descascadas (retiradas das cápsulas), separadas e embaladas.
A fábrica em que o vídeo acima foi filmado produz cerca de 300.000 salsichas por HORA. Uma média de 2,5 milhões de salsichas por expediente.

Quarta-feira, Setembro 02, 2009


Da série: "Como a comida industrializada é feita" => BACON


O bacon é feito de carne de porco, mais precisamente da barriga do porco, que, nas fábricas onde o bacon é produzido, passa de uma máquina para outra numa linha de produção que parece não ter fim.
Primeiro, a barriga inteira é torrada em um container giratório, que faz com que a carne comece a desgrudar da pele.
De lá as barrigas de porco, seguem alinhadas em uma esteira que as leva até uma lâmina que elimina separa completamente a carne da pele.
A pele vai para um lado e a carne para outro.
A pele será processada até virar um tira-gosto, enquanto a carne segue para um cadeirão, onde ficará de molho para que se impregne de sal, de aroma, e de sabor.
O “sabor” é obtido através da adição de uma mistura (elementos químicos,artificiais e conservantes) na qual a carne ficará mergulhada por algum tempo.
Em seguida as barrigas de porco são encaminhadas para uma outra máquina que contém dezenas de agulhas que perfuram e injetam a carne com a já citada mistura de ingredientes que garantem o “sabor”.
Depois as barrigas são espetadas e penduradas em uma espécie de cabide de metal e enxaguádas com uma outra mistura acrescida de corantes que lhes garante o “gosto de churrasco” e o tom (cor) avermelhada.
O próximo passo é colocar as barrigas em um forno gigantesco, com temperatura baixa, por cerca de 5 horas, para que a carne seja cozida e o sabor se espalhe por toda a carne. Passadas as 5 horas, as barrigas de porco seguem para um freezer (choque térmico) e depois para uma geladeira, onde permanecerão por alguns dias.
A refrigeração da carne garante um aspecto mais firme e facilita o próximo passo na linha de produção: o processo de fatiar a carne, que começa com a padronização do tamanho das barrigas de porco, passa pela verificação de possíveis pedaços de metal (pedaços dos cabides de metal) presentes na carne, até chegar às máquinas que cortam as barrigas em diversas fatias de bacon.
As fatias caem em uma esteira que as leva para um forno, onde serão assadas e então levadas para a esteira de inspeção, onde funcionários da fábrica descartam os pedaços defeituosos, e encaminham os que estão aptos a serem consumidos para a esteira de contagem e embalagem.